94 DICAS – PISCINA LINDA.

1. No tratamento de água para piscinas residenciais, revistas e artigos especializados, descrevem de maneira detalhada como deve ser feito o tratamento de uma piscina residencial. Descrevem que produtos jogar na piscina em certas dosagens de acordo com o volume da piscina, com que frequência e nos determinados dias da semana. Inclusive falam quando fazer aspiração e retrolavagem. Também descrevem com que frequência medir as grandezas físico-químicas da piscina. Porém esses artigos, muitas vezes escritos por pessoa que não entende do assunto, tratam todas as piscinas como se fossem iguais, fato que raramente ocorre. Na realidade o tratador da piscina, quer seja ele contratado ou proprietário, deve se ater às particularidades da sua piscina. Certamente o número de banhistas é a característica mais importante, mas outras características são também importantes, como temperatura da água, tipo de desinfetante usado, tipo de água de preenchimento, presença de folhas na piscina, uso ou não da capa de segurança ou térmica, etc. Mesmo quando do uso de um tratador de piscina o proprietário deve ter conhecimento do tratamento da piscina, e quando o tratador vem apenas uma vez por semana o proprietário ou alguém preposto deve cuidar dela.

 

2. As grandezas físico-químicas de uma piscina residencial são: cloro total, cloro livre (por diferença entre total e livre obtém-se cloro combinado), pH, alcalinidade total, dureza cálcica e no caso de piscinas ao ar livre, ácido cianúrico. Nas piscinas salinizadas o teor de sal. Ocasionalmente medir metais na água (cobre, ferro e manganês), sais como fosfatos e nitratos, teor de sólidos dissolvidos e finalmente testes microbiológicos.

 

3.Nas piscinas residenciais embora como comentado anteriormente depende da prática do tratador em relação a piscina. Mas vamos dar uma orientação inicial.

-Cloro total e livre e pH uma vez por dia

-Alcalinidade total, dureza cálcica e ácido cianúrico a cada 15 dias.

-Demais medidas quando necessário

 

4. O cloro pode ser medido pelos métodos OTO ou DPD. O método DPD mede cloro livre (e pode com alguns testes adicionais, medir cloro total) e o método OTO, mede apenas cloro total. Em muitos países o método OTO foi abolido, inclusive por problemas de saúde, No Brasil, o método OTO é ainda muito utilizado e induz o tratador da piscina a pensar numa quantidade ótima de cloro livre quando na verdade isto pode não acontecer.

 

5. Medições de grandezas físico-químicas feitas por comparação colorimétricas realizadas pelo olho humano estão sujeitas a erros grosseiros quer por usar a determinação por cores por um fundo de luz diferente, quer por deficiências do testador na sua visão referente a distinção de cores. Esses erros possuem maior importância quando de medições de números baixos como os de cloro total e livre.

 

6. A automatização para a introdução de produtos corretores nas piscinas é mais comum nas piscinas públicas e semi-públicas, mas pode ser feita também nas residenciais. A correção do desinfetante e do pH são as correções automáticas mais comuns.

 

7. Quando for acrescentar um produto para corrigir uma grandeza físico-química de uma piscina, faça um cálculo através de tabelas apropriadas e acrescente em torno de 70% do produto corretor. A seguir faça as necessárias medições após um ciclo de filtração e acrescente a quantidade necessária para corrigir totalmente a grandeza em questão. Lembre-se: é fácil acrescentar produto e difícil retirar.

 

8. Medidas de grandezas físico-químicas podem não ser medidas diretamente quando suas concentrações são elevadas e cai fora do intervalo do aparelho medidor da grandeza. Nesse caso parta para diluição com água destilada. Se o seu medidor de cloro tem uma escala até 5 ppm e a água da piscina mais de 5 ppm você deverá fazer uma diluição. No caso de 50% de água da piscina e 50% de água destilada o resultado obtido deve ser multiplicado por dois, se a diluição for com 25% de água da piscina e 75% de água destilada deverá a medição ser multiplicado por quatro.

 

9. Testes microbiológicos raramente são feitos em piscinas residenciais. Se tiver alguma dúvida faça pelo menos o teste de coliformes fecais e contagem do número de bactérias.

 

10. Reagentes de testes fora de validade podem alterar consideravelmente a precisão das medições. Siga as instruções dos fabricantes e procure guardar os reagentes em lugares frescos e escuros.

 

11. Uma maneira prática de medir grandezas físico-químicas é com fitas de teste, que podem medir quatro grandezas ao mesmo tempo. Porém medir cloro, livre ou combinado é de muito pouca precisão.

 

12. Em piscinas abertas e em dias ensolarados, o uso do ácido cianúrico na piscina é fundamental para uma redução na perda de cloro. Uma concentração de 30 a 50 ppm é considerada ideal.

 

13. Concentração acima de 100 ppm de ácido cianúrico na piscina, passa a ter uma influência negativa na ação do cloro. Esta afirmação é objeto de muita polêmica.

 

14. O ácido cianúrico pode ser introduzido na água de duas maneiras: puro ou através dos compostos orgânicos clorados dicloro e tricloro. Até a concentração do ácido chegar em 50 ppm, usar o di e o tri é bom porque o ácido vem como bônus. Porém a partir de 50 ppm a introdução do ácido pode ser um estorvo para a eficiência da desinfecção do cloro. Devemos lembrar que se abaixa a concentração do ácido cianúrico apenas jogando água da piscina fora.

 

15. O tricloro, usado na forma de pastilhas em flutuadores deve ser evitado em piscinas de vinil, pois ele vai atacar o vinil quando o flutuador encostar nas paredes da piscina.

 

16. O pH é uma maneira de medir a acidez da água. Uma água com pH 7,0 é neutra, isto é não é ácida nem básica. No entanto o ideal da água da piscina é estar entre 7,2 e 7,8, com centro em 7,5. Considerações como pH da lágrima de 7,4 e problemas com corrosão fazem essa faixa ideal de 7,2 à 7,8 para o pH da água da piscina. Mais detalhes sobre pH leia o capítulo 38 do livro.

 

17. Para efeito de eficiência do Cloro seria o pH estar abaixo de 7,0, mas fatores acima determinam um pH maior.

 

18. Um dos reagente colorimétrico mais utilizados para se medir o pH é o vermelho fenol. Outras maneiras de se medir o pH são as tiras de testes e os aparelhos eletrônicos.

 

19. A alcalinidade total da água é caracterizada pela presença de materiais alcalinos dissolvidos na água, como bicarbonatos, carbonatos e hidróxidos. Em termos práticos a alcalinidade total age como um amortecedor de variações de pH. Mais detalhes sobre alcalinidade leia o capítulo 40 do livro.

 

20. Dureza da água de uma piscina é a quantidade principalmente de íons de cálcio e magnésio. No caso de piscinas somente existe interesse nos íons de cálcio. A probabilidade da formação de carbonato de sódio é grande e ele pode precipitar.

 

21. A faixa ideal de dureza numa piscina é de 200 a 275 ppm de carbonato de cálcio, Valores menores de 200 podem tornar a água corrosiva e valores maiores de 275 ppm podem turvar a água devido a precipitação de carbonato de sódio na piscina, precipitar nos aquecedores a gás diminuindo seu rendimento e formar canais nos filtros de areia prejudicando sensivelmente a filtração.

 

22. O uso do hipoclorito de cálcio aumenta a dureza cálcica. Para se aumentar a dureza cálcica da água de uma piscina usa-se cloreto de cálcio. Para diminuir a dureza de uma água deve-se trocar total ou parcialmente a água da piscina, por uma água sem dureza ou de dureza muito baixa. Outra maneira é usar imãs de grande potência na tubulação de retorno.

 

23. A variação de dureza da água de uma piscina é lenta, o que faz com que sua frequência de medição seja pequena.

 

24. Geradores de cloro temem o cálcio porque ele pode impregnar as placas eletrolíticas do aparelho diminuindo sua eficiência ou sua vida.

 

25. As medições de dureza são facilmente feitas por meio titulométrico, por meio de kit de testes ou por fitas de teste.

 

26. Cobre na água de uma piscina pode gerar testes falsos de dureza.

 

27. A correção de pH quando se quer elevar o pH deve ser feita por uma substância básica. Na prática é realizada por carbonato de sódio, substância essa denominada de barrilha. O bicarbonato de sódio usado para se aumentar a alcalinidade total aumenta ligeiramente o pH.

 

28. Carbonato de sódio e bicarbonato de sódio são quimicamente produtos diferentes, o primeiro para aumentar o pH da água e o segundo para aumentar a alcalinidade total.

 

29. Para baixar o pH e alcalinidade total usam-se os mesmos produtos químicos, Na prática de piscinas são eles o ácido clorídrico usado em diferentes concentrações e o bissulfato de sódio.

 

30. Para diminuir o pH os produtos são adicionados a piscina de maneira a ser espalhado o máximo possível, enquanto para a alcalinidade total joga-se o produto num mesmo local.

 

31. Quando for necessário corrigir o pH e a alcalinidade, primeiro deve-se corrigir a alcalinidade e depois o pH. Lembre-se faça essas correções em duas etapas.

 

32. Água turva embora não seja diretamente um elemento nocivo à saúde, ela indiretamente aumenta o crescimento de microrganismos, aumente o consumo de desinfetante, aumente o risco de acidentes e finalmente desestimula a entrada na água dos banhistas.

 

33. Uma das maneira práticas de se medir a turbidez é colocar um disco sechi no fundo da piscina e uma pessoa situada na borda da piscina enxergar plenamente este disco. Uma maneira profissional de se medir a turbidez é através do aparelho denominado de turbidímetro.

 

34. A zeolita é um meio filtrante moderno, pois filtra partículas tão pequenas como 3µ (areia 30µ), diminuí as cloraminas na água e no ar e seu custo é praticamente igual ao da areia.

 

35. Colocar sulfato de alumínio nos filtros de areia de alta vazão embora recomendado por alguns tratadores não é uma solução adequada. Esta era uma prática comum nos filtros rápidos.

 

36. Decantadores são produtos químicos que através de floculação arrastam toda a sujeira para o fundo da piscina, preparando-a para a operação de aspiração. Em piscinas o produto mais usado é o sulfato de alumínio. Os clarificantes através de suas cargas positivas atraem pequenas partículas de sujeira que possuem cargas negativas, facilitando a filtração ou decantando as sujeiras. O produto mais comum utilizado é o policloreto de alumínio.

 

37. Ao encher a piscina com água da concessionária, use uma mangueira numa torneira próxima, mas deixe a distância da entrada da água em relação ao nível da piscina no mínimo a 20cm para evitar possível contaminação da água potável da concessionária. A entrada de água abaixo do nível da água da piscina é rigorosamente proibida.

 

38. É comum água de poço (principalmente artesiano) conter metais (principalmente ferro). Ao encher uma piscina com esta água (que pode ser de caminhão pipa) e quando se fizer a cloração inicial ela vai ficar verde escuro ou mesmo marrom. Esta coloração é devido a formação de óxidos (principalmente de ferro). Estes óxidos vão se depositando no fundo (e neste caso devem ser retirados pelo aspirador) e/ou retidos pelo filtro, sendo este um processo muito demorado. Uma solução mais rápida é usando agentes sequestrantes ou decantando-se com sulfato de alumínio.

 

39. Decantação com sulfato de alumínio é um método ultrapassado, e somente em ocasiões especiais deve ser usado. O uso de clarificantes substitui o sulfato com as vantagens de maior eficiência, facilidade de aplicação e seu uso pode ser feito na presença de banhistas.

 

40. Os filtros de areia possuem um ou dois manômetro (s). Estes manômetro(s) entre as várias finalidades esta a de indicar a necessidade de retrolavagem. Ao se usar pela primeira vez o filtro ou após a retrolavagem marque com um lápis de cera ou uma caneta hidrográfica a posição do ponteiro do(s) manômetro(s) no mostrador do mesmo. Quando do uso de apenas um manômetro quando o aumento de pressão em relação a inicial for de 0,6 kgf/cm² deve ser feita a retrolavagem e no caso dois manômetros quando a diferença entre os mesmos aumentar de 1,2 kgf/cm².

 

41. Ao manômetros devem estar sempre em perfeito estado de funcionamento (o que quase sempre não acontece) para se fazer uma retrolavagem no momento certo. Portanto tenha os manômetros sempre em perfeito estado.

 

42. Fazer retrolavagem desnecessariamente aumenta a conta de água, aumenta a perda de produtos químicos e no caso de piscinas aquecidas aumentam as perdas de calor. Inversamente no caso retrolavagem feita não no momento adequado a vazão da bomba fica comprometida, resultando numa filtração pobre.

 

43. O visor de retrolavagem é uma peça importante, pois indica quando a operação de retrolavagem está terminada, porque percebe-se que a água está saindo límpida.

 

44. Após retrolavar, a válvula de seis posições deve ser colocada na posição enxaguar por mais ou menos trinta segundos evitando-se assim que alguma sujeira volte para a piscina.

 

45. A areia do filtro de areia agradece se você não entrar na piscina com óleo no corpo principalmente os bronzeadores.

 

46. Toda a vez que a posição da válvula de seis vias for mudada de posição o motor da bomba deve estar desligado ou ser desligado.

 

47. A troca da areia de um filtro de areia depende muito do cuidado que é dado a água da piscina. Alguns especialistas afirmam que a areia deve ser trocada a cada 3 anos enquanto outros a cada 5 anos, enquanto outros afirmam que uma água bem cuidada nunca é necessário a troca de areia.

 

48. Limpe a borda da piscina com produtos adequados chamados de limpa borda e não usar nunca palha de aço comum. O mais adequado é uma esponja.

 

49. A limpeza da borda é facilitada colocando-se a esponja numa haste apropriada evitando-se ficar de joelhos ao limpar a borda.

 

50. Na limpeza da borda, usam-se dois baldes, um para o uso do limpa borda (devidamente diluído) e o outro para limpar a sujeira que esta retida na esponja, que foi suja na limpeza e assim continuar novamente a limpeza.

 

51. Pequenos vazamentos são difíceis de serem caracterizados porque pode ser confundido com evaporação. Em dias quentes e secos pode-se evaporar 5cm de água por semana. No Arizona constatou-se 7cm em uma semana. Uma maneira prática para saber se é pequeno vazamento ou se é evaporação adota-se o seguinte procedimento: deixe a piscina descoberta se ela usar capa, e com os equipamentos ligados num período sem atividade fazer a marcação do nível da água da piscina, e num balde com água colocado próximo a piscina fazer também a marcação do nível da água. Se após dois dias os níveis baixarem por igual, pode-se afirmar que não há vazamento. No caso do nível da água da piscina baixar mais do que o nível da água do balde, há vazamento, que será tanto maior quanto maior for a diferença entre os dois níveis.

 

52. A constatação do vazamento é fácil, difícil é sua localização. Para tanto use sua imaginação e principalmente seu tempo para localizá-lo ou então chame uma empresa especializada.

 

53. A aspiração da piscina deve ser feira com a válvula de seis vias do filtro na posição drenar quando a sujeira no fundo da piscina for grande, caso contrário, por questão de economia de água a válvula de seis vias deve ser posicionada na posição filtrar.

 

54. Em piscinas de utilização intensa recomenda-se aspirar cedo antes da entrada dos banhistas, para que a sujeira depositada durante a noite não volte novamente a piscina pelo movimento da água causado pelos banhistas.

 

55. Aspiradores automáticos facilitam em muito a limpeza da piscina e geralmente são importados.

 

56. Ao comprar equipamentos importados para piscina você está comprando problemas. A grande maioria dos importadores não tem peças de reposição e quando as tem os preços são proibitivos.

 

57. As piscinas de vinil são as de menor custo, baixo prazo de entrega, a troca do vinil em caso de danificação é rápida e hoje essas piscinas são praticamente tão versáteis como as de concreto, mas alguns cuidados devem ser observados como se segue abaixo.

 

58. Jogar cloro granulado ou pastilhas de tricloro em piscinas de vinil (o mesmo se aplica nas de fibra) sem antes dissolver em água é fazer uma grande mancha branca no fundo da piscina e possivelmente furar o vinil.

 

59. Não use aspiradores de roda em piscinas de vinil (e também de fibra). Elas poderão marcar o acabamento. Use aspiradores de escova.

 

60. Temperaturas da água acima de 28C em piscinas de vinil diminuem sua vida útil.

 

61. Piscinas de vinil temem pH menor de 7,0.

 

62. Um tipo muito apropriado para piscinas de vinil é o dicloro, pois não alteram o pH, são de dissolução rápida e nas piscinas abertas diminuem o consumo de cloro.

 

63. Aquecedores solares são uma opção muito econômica , primeiro porque o preço da energia elétrica e do gás (GLP e natural) estão muito caros hoje em dia, enquanto a energia solar é gratuita. Essa opção torna-se mais vantajosa para piscinas residenciais porque o uso das piscinas nos meses de Junho e de Julho são de pouca intensidade e não há a necessidade de se usar um outro tipo de aquecedor como suplemento.

 

64. O uso da capa em piscinas ajudam em evitar que sujeira entre nela, porém se não houver cuidado na sua colocação e retirada a emenda será pior que o soneto.

 

65. Piscinas aquecidas devem ter uma capa térmica ou solar, mas pode ser uma capa de segurança.

 

66. Capas sejam elas térmicas, solares ou de segurança não devem acumular água de chuva no seu topo, porque é perigoso para crianças, pois mesmo em baixas alturas de água pode provocar afogamentos.

 

67. No inverno não tratar a água da piscina ou esvaziá-la é um péssimo procedimento, pois não tratá-la é antieconômico, além de ajudar na proliferação do mosquito responsável péla transmissão da dengue, e esvaziá-la é danificar sua impermeabilização e no caso de piscina situadas em terreno com lençol freático é provocar a ruptura da sua estrutura ou fazê-la boiar no terreno.

 

68. Adição de produtos químicos pela coadeira ou pré filtro, apesar de recomendado por alguns é uma prática condenável porque pode corroer os equipamentos.

 

69. O cloro é o desinfetante mais usado em piscinas, mas ele tem muitas vantagens e desvantagens.

 

70. As alternativas para o cloro como desinfetantes usados em piscinas são não pela ordem os seguintes: bromo, ozônio, prata, biguanida polimérica e radiação ultravioleta.

 

71. Todos os desinfetantes acima possuem vantagens e desvantagens em relação ao cloro, mas nenhum deles possuem quatro características simultâneas que o cloro possui que são: bom efeito desinfetante (mata os microrganismos em baixas concentrações e em baixo tempo), bom oxidante, ótimo efeito residual (permanece na água, só sendo consumido quando desinfeta ou age como oxidante) e baixo custo.

 

72. O cloro em piscinas abertas e em dias de sol é decomposto pelos raios violeta do sol, obrigando a um constante controle e adição de cloro.

 

73. Adição de estabilizante (ácido cianúrico ) ou cloros orgânicos ( dicloro ou tricloro) diminuem bastante o consumo de cloro em piscinas abertas em dias ensolarados.

 

74. A adição de cloro ao anoitecer reduz seu consumo.

 

75. Antes e depois de chuva ou de uma carga maior de banhistas adicione desinfetante acima do usual.

 

76. O cloreto de sódio, vulgarmente chamado de sal de cozinha, nunca foi e nunca será desinfetante. Piscinas tratadas com sal, são na verdade tratadas com cloro líquido, uma vez que o sal ao passar numa célula eletrolítica colocada na tubulação de retorno é transformado em cloro líquido.

 

77. Cloro líquido quando não falsificado é a maneira mais econômica de cloro, mesmo sabendo-se que o mesmo perde sua concentração ao longo do tempo.

 

78. Cloro líquido quando falsificado pela adição de água é facilmente verificado pelo uso de um densímetro.

 

79. Cuidado quando alguém vende um processo de desinfecção ou tratamento de água da piscina sem o uso de produtos químicos, isto é uma grande mentira, pois o único processo de desinfecção que não é químico é radiação ultravioleta, mas é necessário adicionar um produto oxidante e/ou residual.

 

80. Apesar de alguns fabricantes de ionizadores e de ozônio afirmarem que não é necessário o uso de cloro ou bromo, eles não estão corretos, porque o cobre e a prata não são oxidantes e o ozônio não tem efeito residual na água.

 

81. Equipamentos colocados na tubulação de retorno para desinfetar apresentam muitas vantagens, como menos mão de obra, teor de desinfetante na água da piscina mais constante e menor consumo de desinfetante.

 

82. O custo operacional desses equipamentos é muitas vezes compensador, mas os vendedores de tais equipamentos “esquecem” de mencionar os custos de amortização e depreciação deles, bem como o custo de assistência técnica e peças de reposição.

 

83. Os ionizadores devem ser usados com pequena concentração de cloro ou bromo ( da ordem de 0,2ppm), sendo nestas condições excelentes desinfetantes.

 

84. A biguanida polimérica é o único desinfetante que dispensa o uso auxiliar de cloro (alias é incompatível com o mesmo), mas necessita de um oxidante que é a água oxigenada.

 

85. Produtos oxidantes não são necessariamente desinfetantes, como a água oxigenada e o mono perssulfato de sódio.

 

86. Algas em princípio não causam mal ao homem. Porém turvam a água dando um aspecto desagradável, tornam a superfície da piscina e os pisos adjacentes escorregadios, ajudam na proliferação de bactérias, aumentam o consumo de produtos químicos e imprimem odor e sabor a água.

 

87. Se a água da sua piscina esta turva na cor verde leitosa, lembrando um caldo de cana, certamente ela está contaminada com alga verde. Supercloração é a melhor alternativa, se não der certo parta para algicida de choque.

 

88. O surgimento de alga verde na sua piscina, é sinal que ela ficou algumas horas sem cloro. Certamente o seu tratador esqueceu.

 

89. Medir cloro livre e pH não é suficiente para controlar a piscina. São necessários além dos já citados medir o cloro combinado, a alcalinidade total, a dureza de cálcio e no caso do uso de estabilizadores o seu teor. Nota: os kits de medição são bem baratos.

 

90. Se você não tem vocação para fortes emoções e nem vocação para incendiário não misture produtos químicos, principalmente cloro granulado e tricloro.

 

91. Como o controle do pH é largamente dependente da alcalinidade total, acerte primeiro a alcalinidade total e depois o pH.

 

92. Produtos químicos para piscina devem ser guardados em local afastados da presença de crianças, mas não na casa de máquinas.

 

93. Água da piscina com pH baixo, alcalinidade total baixa e dureza baixa é uma água muito agressiva, isto é vai corroer tudo que encontrar pela frente inclusive aço inoxidável.

 

94.Com pH acima de 8,2, a sua piscina é considerada como praticamente sem cloro.

 

 

Fonte: Engenheiro químico Nilson Maierá

http://www.piscinaslitroalitro.com.br/#!dicas/c1b3s